CIS – Colaboração Intersalvatoriana

A Colaboração Inter Salvatoriana (CIS) é uma organização que vincula Religiosos, Religiosas, Leigos e Leigas Salvatorianos com suas quatro Unidades. Suas atividades se desenvolvem nos diferentes níveis de organização: Núcleos, Coordenação Nacional e Comissões nomeadas pela Coordenação Nacional.

Objetivo Geral:

A CIS tem como objetivo aprofundar a identidade como Família Salvatoriana, animar e promover comunhão e colaboração entre seus membros, a fim de dar testemunho e realizar juntos/as a missão comum.

Objetivos Específicos:

Aprofundar o conhecimento mútuo e os valores de cada Unidade da Família Salvatoriana;

Criar, desenvolver e acompanhar projetos comuns de estudos e reflexões sobre diferentes aspectos da identidade e missão salvatoriana, através de Comissões específicas nomeadas pela Coordenação Nacional da CIS.

Promover a vivência do carisma, da missão e da espiritualidade Salvatoriana, a fim de encarná-los na realidade, onde os salvatorianos e salvatorianas estão situados e atuando;

Promover e zelar pela comunicação, interação e colaboração entre os membros nos vários níveis: coordenações locais dos núcleos, coordenação nacional e com as lideranças internacionais dos três ramos.

Da Organização Geral

Para alcançar os seus objetivos, a CIS adota a seguinte estrutura:

Uma Coordenação Nacional que coordena e anima todos os projetos e processos de colaboração entre as Unidades que compõem a Família Salvatoriana no Brasil em nível nacional e uma Coordenação Local nos núcleos onde os salvatorianos e as salvatorianas estão presentes ou virtualmente em colaboração através de dois ou dos três ramos.

Coordenação Nacional da CIS:

A Coordenação Nacional compõe-se do/a Coordenador/a das quatro Unidades e dos Coordenadores/as Regionais da ADS.

Documentos CIS

Colaboração

A colaboração é uma palavra chave que pode nos ajudar na organização local do Núcleo da CIS e proporcionar uma maior aproximação entre as pessoas e o fortalecimento dos vínculos como Família Salvatoriana.

 Em torno dela, é possível repensar, refletir um jeito próprio de viver nosso Carisma.

Na colaboração Intersalvatoriana, encontramos dois aspectos importantes e distintos: Instituição e Colaboração são elementos da identidade Salvatoriana. No pensamento primeiro de Pe Jordan sem uma colaboração não teria dado certo. Daí que a colaboração é parte de nossa identidade. Um elemento de suma importância para nós.

Estamos vivendo um tempo de polarização. A colaboração é um testemunho profético e nos ajuda a lidar com as diferenças. Viver a diversidade como um ponto comum que só se faz com a colaboração. A Colaboração é uma saída de mim mesma/o, da cultura do individualismo, do comodismo, da cultura neoliberal do imediatismo. As nossas vocações vêm dessa realidade que é ensimesmada. A saída do nosso ramo, da nossa província, da nossa cultura para chegar até o outro. Uma visão universal que abraça a colaboração. Portanto, a colaboração para nós é questão de sobrevivência, sobretudo, na realidade brasileira e também nos outros países com nossos membros envelhecidos. É uma questão existencial. Então se não colaborarmos uns com os outros, corremos o risco de sumirmos como presença salvatoriana. Hoje, somos chamados/as a pensar a colaboração como elemento identitário e de profecia. Confira a Declaração da Família Salvatoriana capitulo 4ª itens14 – 17. Pe Jordan incentiva a colaboração dizendo: “sem a colaboração, a Luz não ilumina a colaboração com Deus”. “Não negligenciar, a missão com Deus”.

 “Amem-se uns aos outros e que o amor de vocês se manifestem”. O que nos une é o espírito. Precisamos desta mística para viver. As novas gerações vêm de um mundo narcisista e precisamos integrar com a colaboração. Revisitar os projetos de Pe Jordan, Regra de 1880. União das forças católicas no mundo. Pe. Jordan foi inteligente. Para não perder esta força, fundou dois ramos. De modo atualizado, podemos dizer que já naquela época ele pensava na intercongregacionalidade. Quando lemos as cartas de Diálogo entre ele e Madre Maria. Ela era leiga e trocava correspondência com Pe Jordan. Madre Maria trabalhava com mulheres jovens no Instituto Santa Barbara no tempo da industrialização na Alemanha. Muitas jovens eram violentadas pelas famílias e sociedade. É importante revisitar os documentos dos primórdios da Família Salvatoriana. Lá está uma das fontes de iluminação para nós nos dias de hoje.

A colaboração da Família Salvatoriana no Brasil é o lindo fruto de uma pequena iniciativa que iniciou em 1977 e perdura até os dias de hoje. Entretanto, na medida em que foi crescendo e com a presença efetiva dos leigos/as, ela se institucionalizou na Colaboração Intersalvatoriana – CIS.

A Colaboração como um dos elementos que garantem a identidade e a unidade de nosso Carisma, nos inspira a dar um novo passo como Família Salvatoriana do Brasil, a partir da base. Essa Colaboração nas bases acontece onde estão presentes os salvatorianos e salvatorianas. Isto é, a colaboração local, como testemunho e vivência do Carisma, como uma “saída” de si mesmo, do individualismo de cada ramo, do imediatismo característico do mundo atual. Por isso, a colaboração salvatoriana deve ser um sinal da nossa profecia apostólica.